O segredo dos hiperprodutivos é mais simples do que você imagina

Quando escrevi o livro “Administração do Tempo Produza Mais e Seja Feliz” eu acreditava que saber escolher o que fazer (e o que não fazer) do seu tempo era a chave da Produtividade e Felicidade. E via muitos integrantes da minha equipe confusos como organizar seu tempo e estabelecer suas prioridades. E havia o mito do multitarefas e valorização excessiva de quem estava sempre respondendo rapidamente seus e-mails. Como se o mundo coubesse dentro do Outlook!! Hoje vejo que muitos … Leia mais…

O que fazer primeiro? O importante ou o urgente?

Começo transcrevendo artigo publicado reccentemente no Portal Exame sobre o tema:

A máxima “Não basta fazer certo a coisa, tem de fazer a coisa certa” nunca foi tão verdadeira como na atualidade. E não porque os conceitos de eficiência (fazer certo a coisa) e eficácia (fazer a coisa certa) tenham sido, de repente, recuperados e considerados essenciais. E sim porque nunca antes tivemos tantas atividades para fazer.

Nas empresas, há pelo menos três motivos para que essa realidade tenha se instalado. Primeiro, porque as equipes estão ficando gradativamente menores. Não é incomum que se diga que, antes, a equipe tinha quatro componentes, e agora são só três para fazer o trabalho de cinco. A necessidade de reduzir custos e a indisponibilidade de pessoas qualificadas estão por trás dessa dura realidade.

O segundo motivo é o surgimento natural da cultura de multifuncionalidade, que tomou conta do mundo corporativo na virada do século. Hoje não basta que você seja muito bom em sua área — precisa ser múlti.

Todos na empresa são vendedores, diz o marketing. É preciso que cada um cuide dos custos, afirma o financeiro. Esperamos sugestões e contribuições para melhorar a qualidade, informa a produção. Cada chefe é um gestor de pessoas, prega o RH. E todos têm razão.

E, para coroar, o terceiro motivo é de ordem geral, ou global. O mundo em que vivemos tem como principais características a velocidade das mudanças, a imprevisibilidade e a incerteza. A questão tem influência tão capital nas empresas que a professora Rita ­McGrath, da Columbia Business School, de Nova York, acaba de lançar um livro chamado simplesmente O Fim da Vantagem Competitiva, pela editora Elsevier.

O que a autora propõe (e demonstra com vários exemplos) é que a dinâmica dos mercados exige uma análise permanente, quase diária, dos fatores que permitem a empresa manter-se viva e competindo. A vantagem competitiva que nos trouxe até aqui não será suficiente para nos levar adiante. Não só tudo é transitório, como a transitoriedade está com pressa.

Tudo isso tem reflexo direto nos processos cotidianos de tomada de decisão. Os conceitos de urgência e importância precisam ser respeitados como nunca, o que exige, acima de tudo, tranquilidade e lucidez. Em termos de carreira, essas duas qualidades pessoais talvez estejam entre as poucas vantagens competitivas permanentes.

Aliás este tema de Urgente e Importante é amplamente abordado no meu livro “Administração do Tempo Produza Mais e Seja Feliz”. Para maiores informações sobre ele, clique aqui.

Fonte: Portal Exame e Blog do Rogério

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