Sócio chinês alivia aperto no caixa da MMX, de Eike Batista

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Pressionada por dívida de R$ 1,4 bilhão, por um caixa que mal cobria os débitos com vencimento em um ano e pela falta de dinheiro para deslanchar a produção, a mineradora MMX anunciou a conclusão de acordo que lhe trará um aporte de R$ 1,2 bilhão. A operação traz alívio para as finanças -e, a julgar pelo desempenho das ações (que subiram quase 5% ontem), também ao mercado.

A empresa controlada por Eike Batista anunciou que o governo chinês autorizou a entrada do grupo de mineração e siderurgia Wisco (Wuhan Iron and Steel Corporation) como seu sócio, após negociação que começou no 2° semetre de 2009.

Como resultado, a MMX fará um aumento de capital (emissão de novas ações), com o objetivo de levantar até R$ 1,2 bilhão, do qual R$ 739 milhões serão aportados pelos chineses. Quando uma empresa emite novas ações, a prioridade de compra desses papéis é dos acionistas existentes, para dar-lhes o direito de não serem encolher sua participação percentual no capital da cia.

Para garantir ao novo sócio chinês acesso a essa oferta, Eike e outros acionistas ligados a ele abrirão mão do direito de compra das novas ações, em favor da Wisco. Assim, o grupo de Eike perderá espaço no capital da MMX, de cerca de 65% e passará, depois da conclusão da emissão de novas ações, a 44%. Os chineses ficarão com os 21% restantes.

Segundo a empresa, em setembro passado sua dívida chegava a R$ 1,4 bilhão, sendo R$ 668 milhões com vencimento em até um ano. No caixa, havia R$ 63 milhões. Em 2009, até setembro a empresa acumulava prejuízo de R$ 149 milhões.

Para Gilberto Cardoso, do Banif Securities, a empresa ainda precisará “entrar no mercado de dívida [como a emissão de títulos como debênture] ou então torcer para os chineses decidirem aumentar a participação na empresa”.

Fonte: Folha Online

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