Procrastinação: não deixe para ler depois

Elegi esta semana para publicar temas sobre Administração do Tempo. Transcrevo um excelente artigo sobre Procrastinação, a arte de empurrar com a barriga, escrito por Anna Carolina Rodrigues:

Deixamos para depois aquilo que não nos agrada, aquilo que é chato de fazer, aquilo que achamos que não vamos conseguir fazer, aquilo que exige esforço, como levantar às 8h da manhã de um sábado para escrever um post no LinkedIn, ou ir para a academia, ou começar um curso novo, ou encontrar os amigos, ou começar a dieta. E vamos deixando tudo para depois (inclusive, talvez, terminar de ler esse texto).
Colocamos a culpa de tudo que está errado ou atrasado na nossa vida na tal da falta de tempo. Faz sentido. Parece mesmo que o tempo está cada vez mais curto e a demanda está cada vez maior. Mas será que isso não é só falta de organização?
Achamos normal nos atrasar 30 minutos para o trabalho, deixar um amigo esperando 20 minutos na porta do restaurante, chegar em uma festa uma hora depois do combinado. É tão normal, que quando estamos organizando uma festa, costumamos, inclusive, chamar os convidados para chegar uma hora antes daquela que esperamos estar tudo pronto, e se alguém chegar no horário, ficamos constrangidos porque, óbvio, não está tudo pronto ainda.
Se um atraso de vez em quando não teve nenhum impacto na sua vida pessoal ou na sua carreira ainda, que ótimo! Mas saiba que isso vai acontecer em um momento ou outro. Eventualmente, o seu amigo que preza pela pontualidade vai parar de te convidar para almoçar. O seu chefe vai começar a descontar os atrasos na sua folha de pagamento (ou o RH, porque, às vezes, o chefe está até mais atrasado do que você). E você será taxado de profissional preguiçoso e disperso. Ou pior ainda: ficará ultrapassado, porque sempre deixou para fazer aquele curso de aperfeiçoamento quando tiver mais tempo, ou mais dinheiro, ou quando mudar de emprego, ou quando decidir realmente qual carreira quer seguir. Eu mesma sempre fiz isso. Tenho listas e listas de cursos que gostaria de fazer e que nunca tinha começado porque, afinal, moro em São Paulo, e não dá para sair do trabalho às 19h e achar que vou chegar na aula às 19h15. E às vezes chove. E o trânsito fica pior ainda. E às vezes eu fico indisposta. E às vezes eu preciso ir comprar o presente de aniversário de alguma amiga. E às vezes tem uma outra coisa que eu preciso fazer.
Já escrevi várias matérias sobre cursos online (atenção para quem reclama da falta de dinheiro) GRATUITOS (!) e plataformas brasileiras que oferecem esse serviço, como o Veduca e o SEBRAE. Fiz, inclusive, uma entrevista muito legal com a Daphne Koller, criadora do Coursera (que não está disponível online ainda, mas vou ver se encontro por aqui e posto para quem se interessar). Mas nunca, NUNCA tinha completado um dos cursos. (Hipócrita, eu sei… vivia naquele esquema faça o que eu digo, não faça o que eu faço. Mas não mais!! ). Mas desde quando comecei a escrever mais por aqui e percebi que posso dar algumas dicas valiosas, percebi que era a hora de ME ajudar também. Então, comecei a fazer alguns dos cursos online. Porque, afinal de contas, os vídeos estão ali, disponíveis, 24 horas, disponíveis até em aplicativo no celular. Não dá para usar o trânsito de São Paulo nem um resfriado como desculpa. Dá para assistir à noite, de madrugada, de manhã, logo depois de acordar… Dá para assistir uma parte da aula enquanto tomo o café da manhã, outra enquanto o jantar está no forno. E foi isso que comecei a fazer.
Completei um curso de Design Thinking na semana passada e, apesar de perceber que o curso é bem mais voltado para líderes em grandes empresas, consegui tirar alguns ensinamentos que podem me ajudar na minha carreira de jornalista. Outro curso que comecei a fazer agora é o de Habilidades em Negociação, que está disponível também em português e tenho gostado bastante. E o curso que me inspirou a fazer esse post: Work smarter, not harder, porque sempre estamos prontos para reclamar que está tudo atrasado no trabalho, mas nunca paramos para avaliar quanto tempo perdemos assistindo vídeos no Youtube ou postando no Snapchat.
A questão é que consegui mudar um hábito de chegar em casa e ligar a televisão. Agora, chego em casa e ligo o computador. Assisto a algumas horas de aulas, faço alguns exercícios pedidos e, no final do dia, sinto que estou fazendo algo de útil na minha vida – ou, pelo menos, aprendendo alguma coisa (mas, claro, continuo assistindo Masterchef de vez em quando e ID). Claro que ainda há uma lista com pelo menos 10 cursos presenciais que eu gostaria de fazer, mas não vou mais usar a minha falta de tempo como desculpa para não aprender mais nada e deixar o aperfeiçoamento profissional (e pessoal!) para depois. Acho que temos que mudar um hábito de cada vez, né? E você, o que tem deixado para depois?

Se você gostou deste excelente artigo e gostaria de conhecer mais sobre administração do tempo você pode se informar sobre o livro  publicado pelo autor do Blog (não deste artigo) sobre o tema. Clique aqui

Fonte: LindekIn – artigo de Anna Carolina Rodrigues.

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