Netshoes apresenta resultados para tentar virar maré ruim

A Netshoes, o e-commerce líder na América Latina no setor de esportes e estilo de vida, deve apresentar seus resultados trimestrais depois que o mercado americano fechar nesta segunda-feira. Espera-se que, como vem acontecendo em todo o setor, o número de novos clientes e o faturamento continuem crescendo.

A grande dúvida é a mesma de sempre nas empresas de comércio eletrônico no Brasil: a capacidade da Netshoes de transformar crescimento em rentabilidade.

Após a divulgação dos resultados do segundo trimestre, em meados de agosto, com um aumento de 4,5% no prejuízo – 33,6 milhões de reais para 35,2 -, as ações da empresa caíram 23,8%, resultando num valor de mercado 142 milhões de reais menor naquele dia.

Desde então, a Netshoes, listada na bolsa de valores de Nova York, teve um trimestre terrível. A ação, que até a divulgação do resultado, no dia 14 daquele mês, estava precificada a 19,25 dólares, encerrou o dia 15 valendo 16,51 e desde então sofreu uma queda livre – com exceção de alguns poucos momentos de valorização.

Hoje, o papel da Netshoes está cotado a 9,64 dólares, bem perto do valor mais baixo desde que a empresa fez sua oferta pública (IPO, na sigla em inglês), quando emitiu as ações a 18 dólares em abril.

Recentemente, EXAME noticiou que dois executivos saíram da companhia assim que tornou-se possível que eles vendessem suas ações no mercado, no dia 8 de outubro.

A maior aposta da Netshoes, que também engloba as marcas Zattini e Shoestock, é o seu marketplace, plataforma que permite a venda de produtos de terceiros.

Recentemente, a empresa lançou também seu serviço de logística, a exemplo do que a Amazon faz bem nos Estados Unidos e que outros tentam replicar por aqui. Espera-se que isso reduza pela metade o tempo de espera pelos produtos e em 20% o valor do frete.

Até os resultados dessa iniciativa chegarem, a companhia precisa provar que a fase ruim na bolsa é apenas passageira. Esta segunda-feira será mais uma oportunidade de a companhia brasileira agradar os exigentes investidores americanos.

Fonte: Portal Exame

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