
GFI Portugal
A GFI Portugal, empresa de informática detida totalmente por franceses, está a “ultimar a criação de filiais em Angola, Cabo Verde e Moçambique, as quais estarão concretizadas ainda este ano”, garante o director geral da empresa, Nuno Santos.
“Não vendemos para França nem Espanha, onde a nossa casa mãe está presente, mas estamos muito apostados em fazer um caminho de internacionalização no espaço da lusofonia, para já em Angola, Cabo Verde e Moçambique”, refere Nuno Santos. E acrescenta que “o Brasil ficará para uma outra ocasião, apesar de estarmos atentos às oportunidades que possam surgir”.
A GFI – Groupe Français d’Informatique é uma empresa multinacional de serviços de consultoria, ‘outsourcing’ e integração de sistemas em tecnologias de informação, com mais de 9.000 profissionais e forte presença nos mercados francês e do Sul da Europa. Cotada na Bolsa de Nova Iorque, e na Euronext Paris, a GFI obteve, em 2010, um volume de negócios de 657 milhões de euros. “O grupo quer crescer a Sul de França, além de ter uma actividade importante em Marrocos e também estar em Espanha”.
Em 2010, a GFI Portugal teve uma facturação de cerca de 29 milhões de euros, mas o ano passado terá sido de “contracção. Esperamos uma correcção entre 10% e 15%, mas prevemos um aumento da rentabilidade das vendas em 10%”, refere o director geral da empresa. Os resultados operacionais ficaram ao mesmo nível de 2010. A GFI Portugal emprega 600 pessoas, das quais 400 se encontram permanentemente a trabalhar em ‘outsourcing’ nos clientes.
Na área do ‘outsourcing’, a GFI Portugal tem responsabilidades na “gestão de algumas plataformas importantes de organizações que são nossos clientes de referência”, nomeadamente no que diz respeito à gestão de grandes bases de dados e serviços de suporte aos negócios, como o da facturação, CRM de grandes clientes, “serviços que fazemos com perfis especializados”, realça Nuno Santos.
No segmento de projectos, a empresa tem uma área de aplicações e outra de infra-estruturas. Na de aplicações procura “dar maior atenção, este ano e no próximo, aos negócios relacionados com o serviço electrónico, onde é relevante toda a componente de interacção virtual”, explica. Já nas infra-estruturas, a GFI dedica-se à instalação e manutenção e à segurança da informação.
“Acreditamos que há um trabalho importante a fazer nas organizações que consomem tecnologia – actualmente já são poucas as que não precisam dela para poderem funcionar – ao nível do que chamamos a orquestração dos processos de negócio”, área em que a GFI está a trabalhar em conjunto com a Microsoft. “Há muitas organizações que têm realidades informáticas internas mal articuladas, porque são montadas com tecnologias diferentes, em diferentes épocas, dificultando a articulação entre elas”, realça Nuno Santos. O director geral da GFI acrescenta que esta desarticulação entre processos “gera desperdícios, nomeadamente no que diz respeito à prestação de informação e ao seu tratamento”. E dá um exemplo: “Um dos maiores contribuintes para o desperdício na gestão da saúde é a má gestão da informação sobre o doente. Quantas vezes não repetimos exames clínicos, que estão actuais, porque o clínico não tem acesso a eles?”
É por isso que a GFI Portugal está a “tentar” convencer o Estado a recorrer ao ‘outsourcing’ em várias soluções informáticas. O Estado representa 25% dos negócios da empresa, mas na área de projectos esse valor ultrapassa os 90%. “Queremos equilibrar o nosso ‘portfolio’ de clientes na área de projectos, diz Nuno Santos.
Fonte: Diário Económico
Tags: Angola, Cabo Verde, GFI Portugal, Moçambique, Outsourcing, Tecnologia da Informação